Conversava com amigos que discutiam que uma cachaça de qualidade é melhor do que um uísque. Ora, isto não tem comparação. Uísque é uísque e cachaça é cachaça. Podemos comparar duas ou mais cachaças, mas nunca com um vinho, por exemplo. Há quem goste de cerveja ou de vinho, ou de uísque e há aqueles que gostam de cachaça. Ou então que gostam de todos.
O importante é que tenhamos o paladar para distinguir o que é uma boa bebida. E nem sempre o preço é um bom indicador. Têm boas cachaças que custam cera de R$ 20,00, melhores do que outras com preço maior. Vai também da sensibilidade de cada um.
Outro perigo é ir na onda do marketing. Tem cachaça que vende muito mais pelo marketing do que pela qualidade. Outras são apreciadas pela tradição, mas neste ponto é bom observar que há 40 anos não tínhamos à disposição tanta cachaça boa como temos agora.
O negócio é provar e aprovar, ou não.
Um espaço para falarmos da boa, da marvada, da branquinha, da boa cachaça, sem qualquer pretensão de ser o dono da verdade
domingo, 30 de novembro de 2014
sábado, 29 de novembro de 2014
Tatuzinho moderno
Vai tatu, tatuzinho, abre a garrafa e me dá um pouquinho.
Quem não se lembra?
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
A embalagem mais cara do Brasil
Encontrei
uma notícia de que a Velho Barreiro teve uma edição limitada e é a cachaça mais
cara do mundo. Fui ler a matéria. Trata-se da Velho Barreiro Diamond. É uma
cachaça regular. Não provei, mas ela deve estar no nível dos produtos
fabricados pelas Indústrias Reunidas de Bebidas Tatuzinho – 3 Fazendas. Nada
excepcional quanto à bebida.
Mas por
que tão cara? É o marketing e o que está por fora. A embalagem é feita de uma
armação de prata e ouro e cravejada por 211 brilhantes, mais um diamante de
0.70 quilate incrustado no centro do rótulo da embalagem.
Segundo
a empresa, a bebida é feita de um blend de duas cachaças. A primeira da
destilaria Velho Barreiro envelhecida cinco anos em jequitibá. A segunda vem da
cidade de Miguel Pereira, na região serrana do Rio de Janeiro e é armazenada
por cinco anos em barris de carvalho.
O seu
preço? Quem quiser adquirir uma, pagará a bagatela de R$ 212 mil, isto se der
tempo de comprar, pois foram fabricadas apenas 60 unidades.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
As madeiras de envelhecimento da cachaça
Os barris que são utilizados para envelhecer bebidas eram usados, no início, apenas para transporte de cerveja e vinho. No século XVII Pasteur descobriu que eles poderiam envelhecer os destilados, tornando-os mais saborosos e agregando valores, além da qualidade.
O Carvalho é o campeão no envelhecimento de destilados, mas no Brasil há várias outras madeiras que são utilizadas para o envelhecimento da cachaça como o Amendoim, o Jequitibá, a Araruva, a Cabreúva ou Bálsamo, o Jequetibá Rosa, a Cerejeira ou Amburana, a Grápia, o Ipê-Roxo e a Castanheira, dentre outros.
Vamos a algumas madeiras mais usadas:
Amendoim: Tem um aroma sutil, pouco perceptível, deixando a bebida com sabor levemente adstringente. Ela preserva os aromas da cachaça branca. É ideal para fazer caipirinhas.
Araruva: O envelhecimento nesta madeira deixa a cachaça com a cor amarelo claro e com aromas delicados, característica de buquê flora. Ela se destaca pela viscosidade e oleosidade da cachaça.
Cabreúva: Deixa a bebida com cor amarelo esverdeado e com aromas herbáceos intensos. Dá um sabor levemente adstringente. Usa-se também para fazer blends com Carvalho e Amburana.
Carvalho: Como os barris são importados, já que esta madeira não existe no Brasil, muitas vezes eles já foram utilizados para envelhecer whiskies e conhaques. Isto pode provocar mudanças de sabor entre um barril e outro. A sua colocação é dourada com aromas de baunilha e coco. Dá um leve sabor de buquê aromático complexo. O Carvalho europeu proporciona uma coloração âmbar com aromas e sabores intensos de amêndoas, madeira tostada e taninos.
O Carvalho é o campeão no envelhecimento de destilados, mas no Brasil há várias outras madeiras que são utilizadas para o envelhecimento da cachaça como o Amendoim, o Jequitibá, a Araruva, a Cabreúva ou Bálsamo, o Jequetibá Rosa, a Cerejeira ou Amburana, a Grápia, o Ipê-Roxo e a Castanheira, dentre outros.
Vamos a algumas madeiras mais usadas:
Amendoim: Tem um aroma sutil, pouco perceptível, deixando a bebida com sabor levemente adstringente. Ela preserva os aromas da cachaça branca. É ideal para fazer caipirinhas.
Araruva: O envelhecimento nesta madeira deixa a cachaça com a cor amarelo claro e com aromas delicados, característica de buquê flora. Ela se destaca pela viscosidade e oleosidade da cachaça.
Cabreúva: Deixa a bebida com cor amarelo esverdeado e com aromas herbáceos intensos. Dá um sabor levemente adstringente. Usa-se também para fazer blends com Carvalho e Amburana.
Carvalho: Como os barris são importados, já que esta madeira não existe no Brasil, muitas vezes eles já foram utilizados para envelhecer whiskies e conhaques. Isto pode provocar mudanças de sabor entre um barril e outro. A sua colocação é dourada com aromas de baunilha e coco. Dá um leve sabor de buquê aromático complexo. O Carvalho europeu proporciona uma coloração âmbar com aromas e sabores intensos de amêndoas, madeira tostada e taninos.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Caipirinha com cachaça
Na hora de fazer uma caipirinha é normal as pessoas usarem uma pinga qualquer, que custe pouco. Não sei se é porque vai misturar com limão e açúcar que acham poder usar qualquer produto. Isto é um erro. Se você é um apreciador de cachaça, faça a sua caipirinha com uma boa bebida, de qualidade. Se fizer isto a caipirinha ficará muito melhor.
Este método poderia ser utilizado pelos bares e restaurantes, mas quase ninguém faz isto. É uma pensa.
Este método poderia ser utilizado pelos bares e restaurantes, mas quase ninguém faz isto. É uma pensa.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Branca ou amarela?
Tem uma brincadeira de boteco que diz: "Tomo da branca, tomo da amarela. Só não tomo da azul porque não tem dela".
Um amigo diz que só toma cachaça branca. Não toma amarela de jeito nenhum. Qual escolher? Vai do gosto. Toda cachaça tem que ser envelhecida e aí é que mora o segredo. De acordo com a madeira, ela fica amarela ou branca. Pra quem só toma da branca o envelhecimento deve ser feito em tonel de Amendoim, porque não muda em nada a cachaça, só a envelhece.
A Emburana é muito usada, como também o Carvalho, mas aí o seu sabor é modificado. Isto não significa que seja uma cachaça "falsa" ou manipulada. Ela tem o seu sabor.
O que eu acho que vale mesmo é a procedência e o tempo de envelhecimento. Quanto mais velha, melhor. Na minha humilde opinião.
Um amigo diz que só toma cachaça branca. Não toma amarela de jeito nenhum. Qual escolher? Vai do gosto. Toda cachaça tem que ser envelhecida e aí é que mora o segredo. De acordo com a madeira, ela fica amarela ou branca. Pra quem só toma da branca o envelhecimento deve ser feito em tonel de Amendoim, porque não muda em nada a cachaça, só a envelhece.
A Emburana é muito usada, como também o Carvalho, mas aí o seu sabor é modificado. Isto não significa que seja uma cachaça "falsa" ou manipulada. Ela tem o seu sabor.
O que eu acho que vale mesmo é a procedência e o tempo de envelhecimento. Quanto mais velha, melhor. Na minha humilde opinião.
sábado, 8 de novembro de 2014
Pinga ou cachaça
Nunca refira a uma cachaça como pinga, pois quem a produz vai ficar furioso. É que pinga ou aguardente, são considerados produtos menos nobres do que a cachaça. Os entendidos definem o aguardente como qualquer bebida alcoólica obtida através da fermentação de vegetais doces. Já a cachaça só pode ser feita com cana-de-açúcar.
Há aguardente, ou pinga, de cana-de açúcar, mas aí vai depender da graduação alcoólica. A cachaça precisa ter graduação entre 28% e 48% a 20 graus. Fora isso é aguardente. Há uma frase comum que é: "toda cachaça é um aguardente, mas nem todo aguardente é cachaça".
Fora as questão técnicas, a verdade é que quando você quiser tomar um bom aguardente, de qualidade, você deve saborear uma cachaça, que é feita artesanalmente, com todo cuidado e carinho, sem a adição de produtos químicos e na sua maioria envelhecida em toneis de variadas madeiras.
Há aguardente, ou pinga, de cana-de açúcar, mas aí vai depender da graduação alcoólica. A cachaça precisa ter graduação entre 28% e 48% a 20 graus. Fora isso é aguardente. Há uma frase comum que é: "toda cachaça é um aguardente, mas nem todo aguardente é cachaça".
Fora as questão técnicas, a verdade é que quando você quiser tomar um bom aguardente, de qualidade, você deve saborear uma cachaça, que é feita artesanalmente, com todo cuidado e carinho, sem a adição de produtos químicos e na sua maioria envelhecida em toneis de variadas madeiras.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Ranking
Dizer que Minas Gerais é referência quando se trata de cachaça é chover no molhado, mas outros estados também produzem bons aguardentes. No último ranking das 50 melhores cachaças do Brasil, entre as dez primeiras, seis são mineiras, mas tem outras bem classificadas. Vejam só:
1º Vale Verde - MG
2º Magnífica Soleira - RJ
3º Boazinha - MG
4º Reserva do Gerente - ES
5º Anísio Santiago - MG
6º Leblon Signature - MG
7º Companheira - PR
8º Germana - MG
9º Weber Haus - RS
10º Canarinha - MG
1º Vale Verde - MG
2º Magnífica Soleira - RJ
3º Boazinha - MG
4º Reserva do Gerente - ES
5º Anísio Santiago - MG
6º Leblon Signature - MG
7º Companheira - PR
8º Germana - MG
9º Weber Haus - RS
10º Canarinha - MG
Claudionor
Na década de 1970 eu me encantei com uma cachaça que se chamava Saborosa. Acho que era do Nordeste. Época de estudante, com pouca grana, era ela que me sustentava no bar Utopia, no Bexiga, em São Paulo. Já voltei procurá-la, mas nunca mais a encontrei. Era uma cachaça especial.
A segunda que me chamou a atenção, muitos anos depois foi a Claudionor, uma cachaça produzida em Januária, MG, que tem muita personalidade. Já chegou a ficar em 3º lugar no ranking. Hoje não sei a sua colocação, mas isto também pouco importa.
Cachaça precisa ter personalidade, precisa descer de maneira especial. A Claudionor é uma delas e seu custo benefício é muito bom, pois não é das mais caras
. Custa pouco mais de R$ 20,00.
Ficha técnica:
Madeira: Ubarana
Envelhecimento: 1 ano
Graduação alcoólica: 48% vol.
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