Do corote
Um espaço para falarmos da boa, da marvada, da branquinha, da boa cachaça, sem qualquer pretensão de ser o dono da verdade
domingo, 11 de setembro de 2016
Sofrência
Provei a cachaça Sofrência, de Minas Gerais. Gostei. É o tipo de cachaça que não decepciona. Tem um bom paladar e desce gostoso. É pra quem gosta de cachaça amarela.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
As melhores cachaças de 2016
Encontrei uma matéria do caderno Paladar do jornal O Estado
de S. Paulo, de janeiro deste ano (um pouco antiga), que fala do ranking das
cachaças do Brasil neste ano. Confesso que foi uma surpresa, pois cachaças
famosas perderam espaço. Abaixo a classificação. O preço é apenas uma
referência, pois estes valores variam muito de lugar para lugar.
1. Porto Morretes
Premium
Onde: Morretes (PR)
Madeira: 3 anos no carvalho
Preço: R$ 83 (700 ml)
Aromas frutados que rescendem a ameixa. Acidez e percepção
alcoólica equilibradas. Uma cachaça redonda, sem arestas. É a terceira mais
barata do top ten.
2. Reserva do Gerente
Carvalho
Onde: Guarapari (ES)
Madeira: 5 anos no carvalho
Preço: R$ 55 (700 ml)
Adocicada, não tem acidez elevada nem álcool agressivo.
Equilibrada, permanece bem na boca. Não sobra nem falta. Tem ótimo
custo/benefício.
3. Companheira Extra
Premium
Onde: Jandaia do Sul (PR)
Madeira: 8 anos no carvalho
Preço: R$ 254 (700 ml)
De textura aveludada, não se sente adstringência. Tempo
adequado na madeira, não queima a boca, tem retrogosto interessante. Prazerosa.
4. Sanhaçu Umburana
Onde: Chã Grande (PE)
Madeira: 2 anos na amburana
Preço: R$ 115 (700 ml)
Untuosa, perfumada, aromas frutados que se estendem para o
paladar. Encorpada. É marcante da amburana, mas pode ser enjoativa para
iniciantes.
5. Reserva 51
Onde: Pirassununga (SP)
Madeira: 3 anos no carvalho
Preço: R$ 210 (700 ml)
Baixa viscosidade, poderia ter recebido menos diluição.
Aromas florais leves. Na boca, é equilibrada e agradável; poderia ter
retrogosto mais persistente.
6. Leblon Signature Merlet
Onde: Patos (MG)
Madeira: 2 anos no carvalho francês
Preço: R$ 96 (375 ml)
Nariz amadeirado, na boca a acidez é marcante. Mas o
retrogosto não é persistente e o conjunto, apesar de acima da média, não empata
com o belo visual.
7. Porto Morretes
Tradição
Onde: Morretes (PR)
Madeira: 6 anos no carvalho
Preço: R$ 392 (700 ml)
Madeira não predomina, deixando aparecer aromas de baunilha,
castanhas e tostados. Bom equilíbrio entre doçura e amargor dos taninos. Suave.
8. Weber Haus Extra
Premium Lote 48 (6 anos)
Onde: Ivoti (RS)
Madeira: 5 anos no carvalho francês + 1 ano no bálsamo
Preço: R$ 179 (700 ml)
Bom acabamento no nariz, sem álcool agressivo; na boca
surpreende por ser encorpada, ter acidez equilibrada e persistência.
9. Da Tulha Carvalho
Onde: Mococa (SP)
Madeira: 3 anos no carvalho
Preço: R$ 54 (750 ml)
Álcool pouco presente no nariz, mas aromas discretos também.
Untuosa, de acidez equilibrada, podia ter retrogosto mais marcante, mas é uma
cachaça acima da média.
10. Anísio Santiago/
Havana
Onde: Salinas (MG)
Madeira: 8 anos no bálsamo
Preço: R$ 459 (600 ml)
Aroma complexo, amadeirado e que rescende a bálsamo (madeira
usada nesta bebida). Distinta, único defeito é a baixa untuosidade.
11. Harmonie Schnaps Extra Premium
Onde: Harmonia (RS)
Madeira: 10 anos no carvalho
Preço: R$ 760 (700 ml)
Feita no capricho, tem notas herbais interessantes, não
chega a ser frutada. Acidez equilibrada, na boca é suave, com personalidade.
12. Vale Verde 12
anos
Onde: Betim (MG)
Madeira: 12 anos no carvalho
Preço: R$ 554 (700 ml)
Boa representante entre as envelhecidas, não tem madeira
muito pronunciada. Toques frutados aparecem, acidez baixa, bem equilibrada.
13. Cedro do Líbano
Onde: São Gonçalo do Amarante (CE)
Madeira: 1 ano no carvalho americano
Preço: R$ 93 (500 ml)
Aromas complexos, uma cachaça misteriosa. Densa, entrega na
boca o que promete, com bom corpo e acidez equilibrada. Forte, mas saborosa.
14. Germana Heritage
Onde: Nova União (MG)
Madeira: 8 anos no carvalho + 2 anos no bálsamo
Preço: R$ 349 (700 ml)
Nariz agradável, sem agressividade do álcool, mas boca
surpreende mais, com bom corpo, acidez equilibrada, toques herbáceos que
quebram a presença de madeira. Agradável.
15. Magnífica Reserva
Soleira
Onde: Miguel Pereira (RJ)
Madeira: 3 anos no carvalho
Preço: R$ 267 (700 ml)
Aromas frutados e florais pouco marcantes, mas na boca chama
mais a atenção. Taninos suaves, acidez harmônica e notas de especiarias,
baunilha e tabaco.
16. Dona Beja Extra
Premium
Onde: Araxá (MG)
Madeira: 12 anos nos carvalhos francês e português
Preço: R$ 120 (700 ml)
No nariz falta personalidade, mas na boca impressiona. Boas
notas de madeira, persistente, uma cachaça harmônica.
17. Mazzaropi
Carvalho Francês
Onde: São Luiz do Paraitinga (SP)
Madeira: 1 ano e meio no carvalho francês
Preço: R$ 95 (700 ml)
Aromas frutados com bom acabamento, fino. Untuosa e de
acidez leve, tem toque de baunilha na boca. Cachaça harmônica, de personalidade
notável.
18. Bento Albino
Extra Premium
Onde: Maquiné (RS)
Madeira: 6 anos no carvalho
Preço: R$ 165 (750 ml)
Aromas frutados, persistentes no nariz. Acidez equilibrada
na boca, fruta se confirma na boca. Cachaça redonda e agradável.
19. Havaninha
Onde: Salinas (MG)
Madeira: 6 anos no bálsamo
Preço: R$ 200 (600 ml)
Acidez alta no nariz e na boca, típica de cachaças de
Salinas, envelhecidas no bálsamo. Percepção alcoólica também alta.
20. Canarinha
Onde: Salinas (MG)
Madeira: 2 anos no bálsamo
Preço: R$ 167 (600 ml)
Na boca, notas de cravo e canela. Acidez moderada, álcool
harmônico, encorpada e muita personalidade.
21. Casa Bucco Ouro
Onde: Bento Gonçalves (RS)
Madeira: 6 anos no carvalho e no bálsamo
Preço: R$ 133 (750 ml)
Destaca-se entre as similares, envelhecidas na mesma
madeira. Aromas marcantes, com toque de baunilha. Um blend fino, elegante.
Acidez ideal e retrogosto perfeito.
22. Reserva do Nosco
Ouro
Onde: Resende (RJ)
Madeira: 4 anos no carvalho francês
Preço: R$ 129 (700 ml)
Toque agradável de café, torrefato, é uma cachaça incomum,
que chama a atenção. Acidez e álcool equilibrados.
23. Áurea Custódio 3
anos
Onde: Ribeirão das Neves (MG)
Madeira: 3 anos no carvalho
Preço: R$ 200 (750 ml)
Equilibrada, nada em excesso; álcool suave, aromas
adocicados e frutados, macia na boca. Redonda.
24. Canabella Ouro
Onde: Paraibuna (SP)
Madeira: 2 anos no jequitibá + 1 ano na castanheira + 6
meses na amburana
Preço: R$ 62 (750 ml)
Aroma da amburana predomina, típico cheiro de armário de
avó, antigo. Carregada na boca. Poderia ter menos dessa madeira e/ou mais de
outras.
25. Weber Haus
Amburana
Onde: Ivoti (RS)
Madeira: 1 ano na amburana
Preço: R$ 73 (670 ml)
Notas de canela e baunilha, tem percepção alcoólica média,
mas podia ter mais corpo. Versátil, tipo de cachaça que agrada a vários
paladares.
26. Weber Haus Premium Carvalho Cabriúva
Onde: Ivoti (RS)
Madeira: 1 ano no carvalho + 1 ano no bálsamo
Preço: R$ 72,50 (670 ml)
Mesmo amadeirada, tem toque herbal (que pode vir de madeira
verde). Percepção alcoólica baixa, é suave, fácil de tomar.
27. Werneck Ouro
Onde: Rio das Flores (RJ)
Madeira: 2 anos no carvalho
Preço: R$ 69,50 (750 ml)
Aromas marcantes, madeira predomina; acidez equilibrada, é
uma bebida bem fermentada e bem armazenada, de qualidade superior. Harmoniza
com queijo canastra.
28. Magnífica
Carvalho
Onde: Miguel Pereira (RJ)
Madeira: 2 anos no carvalho
Preço: R$ 75,40 (700 ml)
Amadeirada, tem bastante personalidade, um exemplar bem
feito do seu estilo. Paladar tostado a aproxima do bourbon. Vai bem como
aperitivo após a refeição.
29. Maria Izabel
Carvalho
Onde: Paraty (RJ)
Madeira: 1 ano no carvalho
Preço: R$ 159 (700 ml)
Percepção alcoólica no nariz incomoda um pouco, mas na boca
não é agressiva. É menos encorpada do que aquilo que o visual denota.
Ligeiramente adocicada, retrogosto poderia ser mais longo.
30. Santo Grau PX
Onde: Itirapuã (SP)
Madeira: carvalho americano (soleira)
Preço: R$ 162 (750 ml)
Marcantemente doce, feita com madeira diferente das outras
(barril antes abrigou jerez). Acidez e percepção alcoólica poderiam ser mais
marcantes, mas é bom exemplo de busca de novos sabores para a cachaça.
31. Da Quinta
Amburana
Onde: Carmo (RJ)
Madeira: 1 ano na amburana
Preço: R$ 65 (500 ml)
Notas frutadas e adocicadas na boca e no nariz, boa
representante da amburana. Álcool suave, personalidade notável.
32. Indaiazinha
Onde: Salinas (MG)
Madeira: 8 anos no bálsamo
Preço: R$ 232 (600 ml)
Percepção alcoólica e acidez em excesso, arranham na boca e
mascaram sabores; sem tanto equilíbrio.
33. Engenho Pequeno
Onde: Pirassununga (SP)
Madeira: 2 anos no jequitibá
Preço: R$ 80 (750 ml)
Bastante frutada, lembra frutas amarelas, vai bem numa
caipirinha com carambola; acidez equilibrada e retrogosto presente e agradável.
34. Espírito de Minas
Onde: São Tiago (MG)
Madeira: 2 anos no carvalho e no jequitibá
Preço: R$ 89 (750 ml)
Aroma herbal marcante, na boca tem acidez acima do esperado,
mas ainda assim é uma cachaça leve, fácil de tomar.
35. Vale Verde Extra
Premium
Onde: Betim (MG)
Madeira: 3 anos no carvalho
Preço: R$ 99,80 (700 ml)
Uso equilibrado do carvalho, que não elimina aromas e
sabores de cachaça nova, pura. Tem bastante frescor.
36. Sebastiana
Castanheira
Onde: Américo Brasiliense (SP)
Madeira: 1 ano na castanheira
R$ 96,20 (500 ml)
Aromas fracos, sem grande presença, mas na boca a cachaça
cresce em relação ao nariz, com acidez equilibrada e álcool agradável.
37. Claudionor
Onde: Januária (MG)
Madeira: 1 ano na amburana
Preço: R$ 41,70 (600 ml)
Aroma herbal acentuado, corpo aveludado. Cachaça com boa
acidez e alta percepção alcoólica, mas equilibrada na boca, com personalidade.
38. Reserva do Nosco
Prata
Onde: Resende (RJ)
Armazenada em inox
Preço: R$ 129 (700 ml)
Destaca-se entre as brancas, acidez equilibrada que denota
boa fermentação. É harmônica na boca, com retrogosto presente. Se fosse
armazenada em madeira, poderia estar entre as top. É a primeira prata que
aparece no ranking.
39. Werneck Safira
Régia
Onde: Rio das Flores (RJ)
Madeira: 3 anos no carvalho
Preço: R$ 477 (750 ml)
Aromas não convidam à degustação, mas na boca é equilibrada,
com acidez e percepção alcoólica baixas; sem muita personalidade, mas boa para
iniciantes.
40. Sapucaia Reserva
da Família
Onde: Pindamonhangaba (SP)
Madeira: 10 anos no carvalho
Preço: R$ 139 (700 ml)
Notas de baunilha, mas acidez mais elevada do que deveria é
agressiva na boca; retrogosto deveria ser mais persistente.
41. Santo Grau Paraty
Onde: Paraty (RJ)
Não passa por madeira
Preço: R$ 65,40 (750 ml)
Aromas frutados e teor alcoólico intenso no nariz, tem baixo
corpo. Na boca, é harmônica, mas sem muita personalidade que a destaque.
42. Santo Grau Cel
Xavier Chaves
Onde: Cel. Xavier Chaves (MG)
6 meses em tanque de pedra
Preço: R$ 64 (750 ml)
Límpida, menos viscosa que outras brancas, mas com herbal no
paladar, baixa acidez, álcool equilibrado e acabamento fino.
43. Mato Dentro Prata
Onde: São Luiz do Paraitinga (SP)
Madeira: 1 ano no amendoim
Preço: R$ 45 (700 ml)
Cachaça franca, sem complexidade, mas bem resolvida,
redonda. Herbal, com acidez e álcool perceptíveis, sem agressividade.
44. Coqueiro Prata
Onde: Paraty (RJ)
Madeira: 2 anos no amendoim
Preço: R$ 93,50 (700 ml)
Boa viscosidade, mas no nariz deveria ser mais herbal; o que
permanece no olfato é acidez agressiva, que também se sente na boca. Sem
persistência no paladar.
45. Sanhaçu Freijó
Onde: Chã Grande (PE)
Madeira: 2 anos no freijó
Preço: R$ 78,50 (600 ml)
Tem algo no aroma que lembra remédio; na boca, é encorpada e
tem álcool equilibrado, sem ser agressivo.
46. Caraçuípe Ouro
Onde: Campo Alegre (AL)
Madeira: 1 ano e meio no carvalho
Preço: R$ 128 (750 ml)
Nariz agressivo, baixa viscosidade e na boca não revela
personalidade. Uma cachaça sem carisma, abaixo da média.
47. Harmonie Schnaps
Prata
Onde: Harmonia (RS)
Armazenada 6 meses em inox
Preço: R$ 50 (700 ml)
Forte olfato de cana; na boca, uma certa dose de picância.
Cachaça suave, mas não inofensiva, tem personalidade.
48. Authoral
Onde: Brasília (DF)
Madeira: carvalhos francês e americano, bálsamo e cerejeira
(soleira)
Preço: R$ 423 (700 ml)
Proposta visual boa, de coloração perfeita, mas tem traços
de aromas não naturais e na boca é agressiva, com acidez elevadíssima.
49. Serra Limpa
(freijó)
Onde: Duas Estradas (PB)
Armazenada 6 meses em freijó
Preço: R$ 38 (355 ml)
Longe do toque herbal característico das cachaças brancas;
acidez e percepção alcoólica elevadas, poderia ser mais equilibrada
50. Germana (2 anos)
Onde: Nova União (MG)
Madeira: 2 anos no carvalho francês
Preço: R$ 120 (700 ml)
Aromas de acetona, esmalte, pareceu a vários degustadores
(que não sabiam de que rótulo se tratava) ser uma cachaça de lote com problema
(na fermentação ou na destilação), já que eles acreditam que uma bebida assim
não deveria estar entre as 50.
No coco
Eu já coloquei cachaça em coco maduro várias vezes. É uma bela pedida, principalmente gelada. Nesta semana ganhei um coco verde e resolvi testar, fazendo o mesmo procedimento. Furei o coco com um saca-rolhas e coloquei pinga, uma 51. No dia seguinte fui ver o resultado. Foi uma surpresa.
A cachaça estava com uma cor amarelada, bonita e o seu sabor bem leve, sem o ardor de uma 51. Isto porque ficou apenas um dia. Depois de alguns dias ela manteve a coloração praticamente igual e pareceu-me mais suave.
É uma saída para quem não gosta de cachaça que queima o peito. Experimentei com uma 51. Se colocar uma cachaça de alambique, provavelmente o resultado seja melhor.
A cachaça estava com uma cor amarelada, bonita e o seu sabor bem leve, sem o ardor de uma 51. Isto porque ficou apenas um dia. Depois de alguns dias ela manteve a coloração praticamente igual e pareceu-me mais suave.
É uma saída para quem não gosta de cachaça que queima o peito. Experimentei com uma 51. Se colocar uma cachaça de alambique, provavelmente o resultado seja melhor.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Cúpula da Cachacha
III Cúpula da Cachaça – Safra 2015
Grandes especialistas no destilado nacional brasileiro se reúnem em Analândia-SP, a partir de 23 de janeiro, para debater os principais temas relacionados ao setor
Grandes especialistas no destilado nacional brasileiro se reúnem em Analândia-SP, a partir de 23 de janeiro, para debater os principais temas relacionados ao setor
A Cachaça vive um grande momento, conquistando espaços no Brasil e no exterior e tem, até 2016, uma janela de oportunidade para se desenvolver ainda mais. Mas, para isso, precisa vencer desafios e estruturar melhor a sua cadeia produtiva. Para debater como fazer isso, no dia 23 de janeiro terá início a III Cúpula da Cachaça. Por três dias, os integrantes do grupo formado por especialistas de diferentes formações e atividades que compõem a “Cúpula” estarão em volta da mesa da pousada e cachaçaria Chalé Macaúva dissecando os tópicos mais importantes do universo da cachaça, com destaque para o tema “Territórios da Cachaça – faz sentido se falar em terroir?”.
Temas relativos a métodos de produção, marketing, comercialização, exportação e entraves para o desenvolvimento do setor também estarão sobre a mesa, numa troca de experiências que tem o sentido de compartilhar informações e orientar as atividades dos 12 membros da Cúpula e a atuação institucional do grupo, que integra a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça do Ministério da Agricultura.
Nesse momento, estamos colhendo junto aos produtores e outros membros da cadeia da cachaça as suas maiores dificuldades e preocupações, que serão levadas à discussão na Cúpula e terão espaço na publicação anual do grupo, a “Cachaça em revista”, que será publicada após o encontro.
Também será discutido no encontro o II Ranking Cúpula da Cachaça, com previsão de lançamento para junho próximo e que, novamente, será composto de três fases – votação popular, seleção dos especialistas e a degustação às cegas, que definirá as 50 Cachaças do Ano, a se realizar na IV Cúpula da Cachaça, em janeiro de 2016.
À noite, os integrantes da Cúpula estarão na Cachaçaria Macaúva, interagindo com o público em geral e com todos os interessados nos temas do universo da cachaça.
Temas relativos a métodos de produção, marketing, comercialização, exportação e entraves para o desenvolvimento do setor também estarão sobre a mesa, numa troca de experiências que tem o sentido de compartilhar informações e orientar as atividades dos 12 membros da Cúpula e a atuação institucional do grupo, que integra a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça do Ministério da Agricultura.
Nesse momento, estamos colhendo junto aos produtores e outros membros da cadeia da cachaça as suas maiores dificuldades e preocupações, que serão levadas à discussão na Cúpula e terão espaço na publicação anual do grupo, a “Cachaça em revista”, que será publicada após o encontro.
Também será discutido no encontro o II Ranking Cúpula da Cachaça, com previsão de lançamento para junho próximo e que, novamente, será composto de três fases – votação popular, seleção dos especialistas e a degustação às cegas, que definirá as 50 Cachaças do Ano, a se realizar na IV Cúpula da Cachaça, em janeiro de 2016.
À noite, os integrantes da Cúpula estarão na Cachaçaria Macaúva, interagindo com o público em geral e com todos os interessados nos temas do universo da cachaça.
Texto retirado da internet
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Cachaça azul
É comum em bares ouvir brincadeiras com versos. Há uma
famosa em que o bebedor levanta o copo e diz:
“Eu bebo da branca, bebo da amarela
Só não bebo da azul porque não tem dela”.
Mas tem cachaça azul sim, é a Tiquira, que na língua tupi
significa “líquido que goteja, que pinga do alambique”.
A Tiquira é típica do Maranhão e tem alto teor alcoólico e
por ser feita de mandioca pode ser considerada a única cachaça típica do
Brasil, pois a cana veio da Europa.
Na verdade a Tiquira é incolor, mas é comum adicionar folhas
de tanja e aí ela fica meio azulada, meio cor de violeta.
Mas, dizem que depois de se tomar a Tiquira a pessoa não
deve tomar banho, pois se fizer isto fica muito bêbado e pode até morrer.
Sua origem é dada nas tribos indígenas locais que utilizavam
a bebida em festejos e rituais.
A fabricação começa com a limpeza e retirada da parte tóxica
da mandioca brava, que é venenosa. Ela é prensada e colocada sobre uma chapa
aquecida em forma de bolos com 30 cm de
diâmetro, conhecidos como "beijus", até ter a parte interna ser
cozida.
Após o resfriamento à
temperatura ambiente, os beijus ficam expostos ao ar por até duas semanas onde ocorre a
proliferação espontânea dos esporos dos fungos do ambiente(início da
fermentação). É criada sobre os beijus uma flora de micélios, de cor rosada,
nesta etapa ocorre a sacarificação. Em seguida ela é posta em um cocho (tronco
de árvore com escavado) sobreposto com água. Em 24 h pode-se encontrar uma massa
de pouca resistência e xaroposa, deve ser mexida e posta para descanso por mais
dois dias concluindo o processo de fermentação alcoólica, onde ocorre a
transformação dos açúcares fermentescíveis do caldo em álcool, pela ação das
leveduras que se desenvolvem no próprio ambiente da produção. Ela atinge de 38°
a 54° GL. Após esta etapa o mosto é destilado em alambiques de barro ou de
cobre,
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Cachaça não envelhece se não respirar
Não adianta deixar uma garrafa de cachaça por anos guardada, achando que ela vai envelhecer. Para que isto aconteça é preciso que ela "respire". Por isso são utilizados tonéis de madeira. A cachaça em garrafas de vidro, de aço ou qualquer coisa que impeça que ela respire, não permitirá o seu envelhecimento.
Para guardá-la é bom que coloque em lugar aonde não receba muita luz e calor para manter suas propriedades.
Para guardá-la é bom que coloque em lugar aonde não receba muita luz e calor para manter suas propriedades.
domingo, 30 de novembro de 2014
Qual é melhor
Conversava com amigos que discutiam que uma cachaça de qualidade é melhor do que um uísque. Ora, isto não tem comparação. Uísque é uísque e cachaça é cachaça. Podemos comparar duas ou mais cachaças, mas nunca com um vinho, por exemplo. Há quem goste de cerveja ou de vinho, ou de uísque e há aqueles que gostam de cachaça. Ou então que gostam de todos.
O importante é que tenhamos o paladar para distinguir o que é uma boa bebida. E nem sempre o preço é um bom indicador. Têm boas cachaças que custam cera de R$ 20,00, melhores do que outras com preço maior. Vai também da sensibilidade de cada um.
Outro perigo é ir na onda do marketing. Tem cachaça que vende muito mais pelo marketing do que pela qualidade. Outras são apreciadas pela tradição, mas neste ponto é bom observar que há 40 anos não tínhamos à disposição tanta cachaça boa como temos agora.
O negócio é provar e aprovar, ou não.
O importante é que tenhamos o paladar para distinguir o que é uma boa bebida. E nem sempre o preço é um bom indicador. Têm boas cachaças que custam cera de R$ 20,00, melhores do que outras com preço maior. Vai também da sensibilidade de cada um.
Outro perigo é ir na onda do marketing. Tem cachaça que vende muito mais pelo marketing do que pela qualidade. Outras são apreciadas pela tradição, mas neste ponto é bom observar que há 40 anos não tínhamos à disposição tanta cachaça boa como temos agora.
O negócio é provar e aprovar, ou não.
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