segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Cachaça azul

É comum em bares ouvir brincadeiras com versos. Há uma famosa em que o bebedor levanta o copo e diz:
“Eu bebo da branca, bebo da amarela
Só não bebo da azul porque não tem dela”.
Mas tem cachaça azul sim, é a Tiquira, que na língua tupi significa “líquido que goteja, que pinga do alambique”.
A Tiquira é típica do Maranhão e tem alto teor alcoólico e por ser feita de mandioca pode ser considerada a única cachaça típica do Brasil, pois a cana veio da Europa.
Na verdade a Tiquira é incolor, mas é comum adicionar folhas de tanja e aí ela fica meio azulada, meio cor de violeta.
Mas, dizem que depois de se tomar a Tiquira a pessoa não deve tomar banho, pois se fizer isto fica muito bêbado e pode até morrer.
Sua origem é dada nas tribos indígenas locais que utilizavam a bebida em festejos e rituais.
A fabricação começa com a limpeza e retirada da parte tóxica da mandioca brava, que é venenosa. Ela é prensada e colocada sobre uma chapa aquecida em forma  de bolos com 30 cm de diâmetro, conhecidos como "beijus", até ter a parte interna ser cozida.

 Após o resfriamento à temperatura ambiente, os beijus ficam expostos ao ar  por até duas semanas onde ocorre a proliferação espontânea dos esporos dos fungos do ambiente(início da fermentação). É criada sobre os beijus uma flora de micélios, de cor rosada, nesta etapa ocorre a sacarificação. Em seguida ela é posta em um cocho (tronco de árvore com escavado) sobreposto com água. Em 24 h pode-se encontrar uma massa de pouca resistência e xaroposa, deve ser mexida e posta para descanso por mais dois dias concluindo o processo de fermentação alcoólica, onde ocorre a transformação dos açúcares fermentescíveis do caldo em álcool, pela ação das leveduras que se desenvolvem no próprio ambiente da produção. Ela atinge de 38° a 54° GL. Após esta etapa o mosto é destilado em alambiques de barro ou de cobre, 

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